CONSUMO DO LEITE ANIMAL NÃO FAZ DIFERENÇA AOS ADULTOS

BRAZIL, NEWS
O consumo de leite animal vem adoecendo muita gente, e pouco se ouvia falar em intolerância ao leite. E a busca por leites alternativos vem aumentando, principalmente para o público
vegano.

Em estudos recentes muitos médicos afirmam que o leite só é importante ao ser humano até a idade de sete anos, ou o período da infância. Após essa fase, as pessoas devem procurar outro tipo de alimentação.

O uso diário do leite não é comum em todo o mundo. A China, por exemplo, chegou no ano 2000 a estimular em campanha o uso de leite por razões de saúde, e mesmo assim o consumo do queijo adoecia os chineses.

Em registro histórico, o leite passou a ser um ítem alimentar para adultos há quase 10 mil anos na Europa, e na América do Norte. Por isso é cosiderado algo recente em comparação a 300 mil anos de história da humanidade.




Apesar de surgirem diversos novos substitutos como; soja, plantas e amêndoas, indicados aos alérgicos ou intolerantes a lactose, o de origem animal ainda é o mais popular. Além do aleitamento materno, que é aconselhado, o consumo, até os seis meses de vida.

O leite contém um tipo de açúcar chamado lactose. Quando somos bebês, nossos corpos produzem uma enzima especial chamada lactase que nos permite digerir a lactose no leite de nossa mãe. Mas depois que somos desmamados, na primeira infância, para muitas pessoas isso acaba. Sem lactase, não podemos digerir adequadamente a lactose no leite.

Se um adulto bebe muito leite provavelmente ele terá problemas como; diarréia, flatulência, cólicas e outras consequências.

Em outros mamíferos não há ingestão de leite após a infância. Mas então a evolução humana foi aprimorando e algumas pessoas começaram a manter suas enzimas lactase ativas na idade adulta.

Fonte: Reprodução Internet
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Essa “persistência da lactase”; permitiu que eles bebessem leite sem efeitos colaterais. Foi o resultado de mutações em uma seção do DNA que controla a atividade do gene da lactase.

Há também muitas populações onde a persistência da lactase é muito mais rara, como muitos africanos. Eles não têm essa característica, mas é incomum na Ásia e na América do Sul.

As pessoas que não são persistentes em lactase ainda podem ingerir uma certa quantidade de lactose sem efeitos nocivos, então beber uma pequena quantidade de leite é bom.

E ainda podemos encontrar o leite processado em muitos produtos como: manteiga, queijos, iogurte, creme de leite e outros.

De acordo com o relatório de 2018 da IFCN Dairy Research Network, a produção global de leite aumentou a cada ano desde 1998, em resposta à crescente demanda.

Em 2017, 864 milhões de toneladas de leite foram produzidas em todo o mundo. Isso não mostra sinais de desaceleração: a IFCN espera que a demanda por leite suba 35% até 2030, para 1.168 milhões de toneladas.

O Brasil é considerado o 4º produtor de leite do mundo, apesar da redução na produção de leite em 2018 para 1,5% a 2%, o país continua com uma grande demanda de consumo do produto.

Fonte: Reprodução Internet
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No ano passado em setembro na coferência da IFCN Lorildo Stock, representante da EMBRAPA, afirmou que, para atender à demanda por produtos lácteos em 2030, o setor deverá aumentar a produção em 304 milhões de toneladas por ano. Isso equivale a três vezes a produção leiteira dos Estados Unidos atualmente..

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação tem pressionado as pessoas nos países em desenvolvimento a manterem mais animais não-tradicionais, como as lhamas, para que possam obter os benefícios do leite, mesmo que o leite de vaca não esteja disponível, ou seja, muito caro para produtores e consumidores.

Além disso, um importante estudo publicado em janeiro de 2019 descreveu uma “dieta de saúde planetária“; projetada para maximizar a saúde e minimizar nosso impacto no meio ambiente.

Embora isso implique reduzir drasticamente a carne vermelha e outros produtos de origem animal, ela inclui o equivalente a um copo de leite por dia.